terça-feira, 5 de outubro de 2010

Por que construir um galinheiro para criação doméstica ?

*      A galinha, bem como o galo, são respectivamente a fêmea e o macho da espécie Gallus gallus domesticus de aves galiformes e fasianídeas.
*      A introdução desta ave como animal doméstico surgiu provavelmente na Ásia
*      A galinha tem uma enorme importância para o homem sendo o animal doméstico mais difundido e abundante do planeta e uma das fontes de proteína mais baratas. Além de sua carne, as galinhas fornecem ovos. As penas também têm utilizações industriais. Segundo dados de 2003, há cerca de 24 bilhões de galinhas no mundo. Em alguns países modernos, 90% dos lares criam galinhas.

Por que construir um galinheiro para criação doméstica ?
*      Baixa na perda de animais
*      Alto desempenho
*      Redução de problemas sanitários (Desinfecção – Cal Virgem)
*      Abrigo de intempéries

Instalação
*      Simples e funcional
*      Uso de recursos disponíveis (Madeira, tijolos, palha, telas)
*      Cama de Galinha (5 a 8 cm de espessura, uso de maravalha ou serragem, palha, sabugo de milho triturado ou casca de cereais)
Imagem: Galinheiro Móvel
Aspectos a serem observados
*      Escolha da raça
*      Ventilação (Deve ser arejado, com espaço para as galinhas se empoleirarem.)
*      Luminosidade
*      Acesso
*      Disponibilidade de Água
*      Temperatura (sombra no verão, e proteção contra o frio no inverno. Em locais frios, é melhor comprar uma lâmpada aquecedora, ou escolher uma raça mais resistente.)
Divisões estruturais por fase de criação
Reprodução (postura e incubação), Cria, Recria e Terminação.
*      Objetiva: Proteção contra predadores e doenças, redução da quebra de ovos, facilidade na manutenção.
EXEMPLO
Plantel com:
*      01 reprodutor com 6 a 24 meses de idade.
*      12 matrizes com 6 a 24 meses de idade.
*      63 a 97 pintos em fase de cria (1 a 30 dias de idade).
*      60 a 92 pintos em fase de recria (31 a 60 dias de idade).
*      112 a 174 frangos em fase de terminação (61 a 120 dias).

Postura
*      regime semi-aberto (área coberta é de 3,75 m2, equipada com 2 a 4 ninhos de 0,35 m x 0,35 m, 1 bebedouro de pressão e 1 comedouro em forma de calha.)
*      Área de pastejo (40,0 m2, onde as aves complementam sua alimentação.)
*       A fase de postura dura aproximadamente 15 dias, ao longo da qual o número de ovos por matriz varia de 10 a 14.
*      INCUBAÇÃO (Chocar ovos):  regime fechado, (área de 2,25 m2, equipada com 3 a 4 ninhos de 0,35m X 0,35 m, 1 bebedouro de pressão e 1 comedouro em forma de calha.
*      dura 21 dias, após o qual, as matrizes devem retornar imediatamente para a divisão de postura onde, após 11 dias de descanso, iniciarão um novo ciclo de postura.
Cria
*      Os pintinhos permanecem desde o seu nascimento até os 30 dias de idade, em uma área coberta de 2,25 m2, equipada com 1 comedouro tipo bandeja e 1 bebedouro de pressão. Essa divisão dá acesso a um solário de 2,0 m2. Torna-se imprescindível nesta fase a proteção térmica dos animais, além do fornecimento de água e alimento. Nesta fase, também, se dá início aos procedimentos para imunização.
Recria
*      Quarta semana (aos 31 dias de idade) e se estende até os 60 dias de idade, com os pintos permanecendo em regime semi-aberto, em uma área coberta de 3,75 m2, equipada com 2 bebedouros de pressão e 2 comedouros em forma de calha.
*      Nessa fase, embora a fonte principal de alimento seja a ração devidamente balanceada, a alimentação das aves pode ser complementada mediante uso de um piquete de pastejo com dimensão de 20,0 m2. O reforço na imunização do plantel torna-se muito importante.
Terminação
*      61 dias até os 120 dias de idade, quando as aves apresentam peso vivo de aproximadamente 1,8 kg, estando prontas para o abate.
*      A área coberta destinada a essa fase é de 20,0 m2, equipada com poleiros, 4 bebedouros de pressão e 4 comedouros em forma de calha. Nesta fase, as aves têm acesso a um piquete de pastejo de 1.800,0 m2, o qual pode conter gramíneas como a Brachiaria humidicola, além de fruteiras como goiabeira, cajueiro e mangueira, que servirão como uma importante fonte de alimento, em complementação à ração fornecida.
Assepsia de instalações e equipamentos:
*      A remoção periódica dos excrementos e pulverização de toda a instalação com produtos naturais como fumo e sabão, cuja calda pode ser obtida a partir da desagregação de 200 gramas de fumo e sabão na proporção de (1:1) em um litro d'água durante 1 dia e posterior diluição e cinco litros d'água.
Imagem: Tabela de Custo Médio
Cuidados
*      Limpeza diária dos comedouros e bebedouros.
*      Renovação, a cada ciclo de incubação, do enchimento dos ninhos.
*      Proteja o galinheiro contra ratos enterrando pelo menos 15cm da tela no chão. (Predadores são bem pacientes e vão ter a noite toda para jantar um franguinho, galinhas têm sono pesado.)
*      Verifique no seu galinheiro por coisas perigosas como arames espetados e pregos. Galinhas são curiosas, e é mais barato prevenir acidentes do que comprar outra galinha.
Imagem: Construção de Galinheiro em meio a Horta Mandala
*      Faça os ninhos onde as galinhas podem ficar confortáveis e botar seus ovos. Coloque um pouco de palha para ajudar a acolher os ovos.
Controle de Doenças
*      evitar situações estressantes (levando-se em conta a taxa de lotação adequada, o suprimento protéico e mineral de acordo com a exigência para cada fase de criação, ventilação das instalações, fornecimento de água e comida nas horas adequadas, etc);
*      As doenças patogênicas são transmitidas por meio de vírus e bactérias. PRINCIPAIS DOENÇAS: Bronquite infecciosa, Newcastle, Gumboro e Varíola aviária (Bouba). Além da limpeza dos equipamentos e instalações, também deve ser estabelecida uma cobertura vacinal, além do uso de antibióticos.
*      Para o controle das doenças parasitárias, além da limpeza de equipamentos e instalações deve-se, também, estabelecer um plano de controle de endo e ectoparasitas, que dependerá do monitoramento das condições das aves.
Alimentação
*      Restos culturais (ex.: Folhas de mandioca, feijão guandu, etc), Grãos, Farelo.. (Por serem animais não ruminantes, as aves exigem que os alimentos contenham pouca fibra vegetal e sejam fornecidos de forma balanceada e devidamente triturados, a fim de facilitar a digestão. Alimentos fibrosos apresentam baixa digestibilidade, elevam os custos e atrasam o desenvolvimento das aves. 
Imagem: minhocário acoplado à galinheiro

Fontes

*      http://criandoeplantando.blogspot.com/

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